Alexandre A Kupac

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Gerente do Inter revela visão de mercado por trás do desenvolvimento do clube

O sentimento do torcedor de futebol vale cada vez mais dinheiro. Em contrapartida, sustentar essa paixão custará mais caro e garantirá mais vantagens. Essa é a opinião do diretor executivo de marketing do Internacional, Jorge Avancini, revelada em entrevista coletiva concedida aos alunos da disciplina de Jornalismo Especializado da PUCRS.

Em 2002, ano em que o clube quase caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro, a direção do Inter elaborou um planejamento estratégico que visava uma reformulação do clube até o seu centenário, em 2009. Um dos principais problemas identificados foi que há 23 anos não conquistava um grande título. Para Avancini, o resultado do jejum era claro: “não formávamos novos consumidores”. Desde então, um intenso processo de profissionalização da gestão produziu resultados dentro e fora de campo.

Hoje, o Inter possui mais de 100 mil sócios, que geram uma receita mensal estável que chega perto dos R$4 milhões. A expectativa de arrecadação até o final do ano é de R$200 milhões. Seu estádio, o Beira Rio, está em reforma para sediar a Copa de 2014. A marca do clube está entre as 50 mais valiosas do futebol mundial. Para completar, na última década o Internacional conquistou seus três maiores títulos: duas Libertadores e um Mundial.

Por trás da reconstrução do clube está uma visão de mercado. Avancini, um dos sete gerentes remunerados do Inter, acredita que está em curso uma mudança cultural na relação do brasileiro com o futebol. Se antigamente o esporte estava associado apenas à paixão, hoje deve ser visto como um evento de entretenimento, assim como o teatro e o cinema. Para isso, segundo o gerente, os promotores do espetáculo precisam desenvolver uma estrutura atraente ao espectador. E isso inclui um time competitivo.

Essa modificação, porém, resultará na restrição do público. “Quem não tem dinheiro vai ter que assistir os jogos em casa”, diz Avancini. Para defender a elitização, ele cita inclusive problemas de segurança que supostamente seriam evitados com o preço do ingresso inacessível às classes C e D.

Na sua opinião, o processo é inevitável devido ao nível de exigência de quem frequenta as partidas. “Para ter um bom estacionamento, um lugar confortável e um time competitivo precisa-se gastar mais”. A ideia do Internacional, inclusive, é aumentar o valor médio que o torcedor gasta com produtos adicionais a cada jogo. Desde o lanche do intervalo da partida até a venda de bonés com a marca do clube serão explorados.

Abril/2012: SECA NO ESTADO PODE DERRUBAR PIB

A seca deste verão pode gerar perdas superiores a 36% na agricultura e derrubar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Rio Grande do Sul em 2012. O setor representa 10% no índice e é um dos propulsores do desenvolvimento econômico do Estado. Entretanto, tal prejuízo poderia ter sido amenizado com ações preventivas, sobretudo na área de irrigação. Foi o que revelou Antonio da Luz, assessor econômico da Farsul, que concedeu entrevista coletiva aos alunos de jornalismo da PUCRS na última terça-feira.

Até o final da colheita da safra 2011/2012, que ocorre em maio, os dados preliminares ainda podem piorar. Até hoje, mais de 16 milhões de toneladas de produtos agrícolas foram perdidos. Na análise de Antonio, o resultado deve ser um índice negativo no PIB gaúcho nos primeiros meses do ano, causando desemprego e queda na arrecadação de impostos.

Segundo o entrevistado, todos os produtores rurais sofrerão graves prejuízos, desde o pequeno até o grande agricultor. Por isso, o governo está negociando medidas para aliviar os efeitos na gestão das lavouras. A principal é adiar o prazo para quitação dos financiamentos contraídos para o plantio. A medida, porém, não resolverá o problema caso haja novos períodos sem chuva.

As lições de 2005, quando uma estiagem semelhante atingiu o Estado, não foram aprendidas. “De lá para cá, pouca coisa foi feita”, lembrou Antonio. Para ele, deveria ser prioridade tratar dos obstáculos mais críticos dos produtores. Especialmente a carga tributária, que dificulta a concorrência no mercado internacional. Atualmente, contudo, outro grande problema para os agricultores gaúchos é a falta de tecnologia de irrigação em suas lavouras.

A causa, de acordo com o economista, é a ausência de um programa oficial de incentivo. “O que chove no Rio Grande é mais do que suficiente, só que não armazenamos porque é muito difícil conseguir uma licença ambiental”. O Governo do Estado já anunciou que nos próximos dias lançará seu programa de irrigação, que facilitará as concessões. Apesar disso, os donos de terras ainda têm medo de serem processados por crime ambiental.

O cenário projetado por Da Luz, no entanto, não é pessimista. O Brasil cresce na mesma proporção que a China na produção de alimentos. Além disso, é exemplo no quesito sustentabilidade. “Nossa agricultura é a mais verde do mundo”, diz, ao explicar a eficiência brasileira no setor.

Jack Kerouac, e…

Jack Kerouac, em Os Vagabundos Iluminados:
“(…) Eu também tinha comprado leite e jantamos só bife e leite, um belo banquete
de proteínas, agachados lá na areia enquanto os carros passavam zunindo na
rodovia ao lado da nossa fogueirinha. “Onde foi que você aprendeu todas
essas coisas esquisitas?”, ele riu. “E você sabe que eu digo esquisito, mas
há alguma coisa extremamente sensata nisso tudo. Aqui estou eu me matando
para dirigir esta carreta para cima e para baixo, de Ohio a Los Angeles, e
ganho mais dinheiro do que você já teve em toda a sua vida de andarilho, só
que quem está aproveitando a vida é você, e além do mais, também aproveita
sem trabalhar nem ter muito dinheiro. Então, quem é o esperto, eu ou você? “

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